sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Eu morro e não aprendo tudo!!!

Esta panela velha ficou muito doente, estou proibida de trabalhar e adivinhem?... De falar também. Ainda bem que o otorrino não se manifestou a respeito de deixar de escrever. Mas, por medida de segurança, nem citei o fato. O que eu tenho? Oras! O que todos temos: Amídalas e faringes. As minhas existem para me causar dores, e eu morro só de pensar em extraí-las... Mas o mal maior não foi este, não!...
Enquanto um ortopedista opera o pé errado de uma menina em Belo Horizonte, um atendente de farmácia vende o remédio errado, por não ter decifrado a letra do médico, um cirurgião esquece dentro da paciente dois grampos, vejam o que aconteceu comigo, que pensava ser esclarecida. Pensava... Meu filho, de 18 anos, estava também com dores de ouvido, febres e dores musculares, falta de apetite e eu pensando que ele estivesse com as mesmas dores que eu, inclusive tomávamos os mesmos medicamentos. Foi para o Colégio, sentiu-se mal, a coordenadora dispensou-o. Chegando em casa, ele estava transfigurado de Fofura... Todo gordo. Levei-o correndo no Otorrinolaringologista (o mesmo meu) e adivinhem? Depois de demorado exame in loco, palavras científicas de difícil compreensão, algumas perguntas capciosas, falou-nos sobre a suspeita de inflamação das parótidas, ou um trauma de tombos, ou algum golpe duro nos esportes. Pediu uma ultra-sonografia com urgência. Já era meio-dia, corremos para o laboratório e implorei que o encaixassem, pois ele estava com um "mal desconhecido" e o médico queria o exame ainda naquele dia. Claro que fomos imediatamente atendidos. Pronto, saiu o diagnóstico: "Parotidite". Atestado médico de uma semana para ficar em casa das aulas, um repouso assustador e uma receita quilométrica, incluindo injeções, que o rapaz se desanimou ainda mais... Sabem que quase tive uma crise existencial? Me culpei, me culpei, me culpei... Onde foi que eu falhei? Será que este menino vem com esta doença desde a infância, e eu, mãe desatenta, não percebi? Chamei pai, padrasto, madrinha, vizinhos, avós e tios para vê-lo e dividir comigo o período de convalescença do moço. Após achismos familiares, consultas ao almanaque Fontoura e a Enciclopédia Barsa, veio a conclusão baseada na sabedoria popular "CAXUMBA" Compressas quentes, nada de erguer peso, nada de tomar gelados, nem pegar sereno, muito repouso, chá de casca de laranja e anador, afastamento da escola por uma semana. Tanto que ele está simpatizando com a doença, mas... "--Cuidado que isso pode baixar". Caramba! Que médico esnobe! Não podia ter simplificado? Quase morri de vergonha pela minha ignorância. E o pior que tive que pagar por este mico!

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